Manter sentimentos guardados sempre foi um problema para mim. Mais ainda quando te sinto tão próximo, quando trocamos olhares adolescentes, quando nos rimos juntos, quando ficamos mais confortáveis só por estarmos na presença um do outro. Há algo de muito errado, mas também de muito certo, quando tu me pegas na mão e eu deixo-me guiar, de olhos fechados, sem pensar, sem perguntar porquê. Mesmo quando essa mão não é apenas tua, mesmo quando esse gesto é apenas um reflexo do teu coração enorme. O medo constante de dizer as palavras correctas prende-me a um sentimento que eu não consigo compreender, que me imobiliza e me deixa na melancolia quando não consigo provar o porquê. Preciso, sempre, de provar o porquê.
Apareceste na minha vida sem que eu te chamasse e entraste tão depressa quanto suavemente. Apareceste e eu tenho medo de te abraçar com demasiada força, tenho medo de te abraçar com pouca força. Tenho medo de libertar o que guardas, o que escondes, o que é tão belo por fora como por dentro. Há coisas que têm tal significado e beleza, que sempre as manterei comigo. Há coisas que me fascinam e que depressa se esbatem. Por favor, não sejas apenas fascínio.
30 de novembro de 2007
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