Hollywood ensinou-nos tanto a beijar como a fumar.
(Público, 6 de Janeiro de 2008)
23 de março de 2008
16 de março de 2008
Devaneios de um estudante de Arquitectura
Decidi ir ao arquivo da Superinteressante e ler um texto qualquer que me interessasse, mas do ano em que nasci. E deparei-me com o seguinte título: E se... os nazistas tivessem ganho a guerra?
Seguindo dois historiadores ingleses, Stephen Ambrose e John Keegan, vemos que o primeiro diz que a Alemanha perdeu a guerra devido a um metereologista, J.M. Stagg, que previu que o céu iria descobrir na tarde do Dia D. Com essa precisão, correcta, os Aliados desembarcaram um dia antes do previsto. Ambrose diz que se assim não fosse, aquando do desembarque, um dia depois, as tropas estariam enjoadas e não haveria visibilidade suficiente para a largada dos para-quedistas, sendo que a libertação da costa francesa teria sido um fracasso. Já Keegan diz que a derrota de Hitler se deu em 1941, ao declarar guerra à Rússia, sendo, mais tarde, derrotado pelo Inverno.
E isto leva-me a algo em que tenho pensado muito nos últimos meses: qual é o destino da humanidade? Uns dirão que sou louco em pensar nisto, outros que é um desperdício de tempo, outros mesmo que a humanidade não tem destino e que apenas vivemos para sermos felizes ou outras desculpas tais. Eu acredito que a humanidade tem um objectivo, e que esse objectivo é chegar a algo que se assemelhe ao Nirvana (não vou entrar em grande pormenor neste aspecto, até porque é algo que ainda não sei explicar bem). Este objectivo é, então, a estadia final de toda a raça humana e que, a meu ver, coincidirá com o seu fim (uma vez que o objectivo final é atingido, a sua existência não faz mais sentido, chegando, assim, ao seu fim).
Isto liga-se à introdução sobre a derrota das tropas do Eixo na medida em que, pelo que nos dizem alguns historiadores, foi por mero acaso que as coisas se sucederam da forma que hoje conhecemos. Quem me conhece, sabe que não acredito em Deus, pelo menos não da forma como é descrito em grande parte das religiões. No entanto, quem me conhece bem, sabe também que eu acredito que existe algo no Universo que está para além daquilo que vemos. Algo metafísico, que nos rege, ou guia, e que se apresenta em coisas como o amor, a beleza, a sabedoria e em todas as coisas pelas quais vale a pena viver (e lá se vão as hipóteses de escrever algo frio, solto e sem lamechices). Eu acredito que existe algo que liga todos os seres humanos ao mundo e a tudo o que o rodeia, bem como todos os seres humanos, animais e inanimados entre si, e que é essa Coisa que determina, por assim dizer, o objectivo último da nossa civilização.
Voltando ao tal objectivo, acredito, como muitos, que a história é, não apenas uma linha ou uma espiral, mas uma mistura de ambas. Diria uma linha que, andando sempre da esquerda para a direita (a história é contínua e não reversível, como numa espiral), tem alguns altos e baixos, mas onde os altos são cada vez mais altos e os baixos, bom, esses cada vez mais incertos. Porque, apesar de acreditar que este objectivo existe, também acredito que ele possa não vir a ser alcançado, significando que a humanidade se auto-destruiría num dos seus baixos, entretanto. E este fim advém, quanto a mim, de certas liberdades que o ser humano, por vezes, toma, acreditando que é dono e senhor de tudo o que o rodeia, como uma pequena criança ingénua que não mede as consequências dos seus actos e brincadeiras. Porque eu acho que, hoje em dia, estamos mais baixo que desde há muito tempo, e ninguém ou quase ninguém consegue ver (ou não quer ver) o rumo absolutamente petrificante que tudo isto leva.
Acredito (na minha enorme ignorância histórica) que a sociedade Grega foi a que, até hoje, esteve mais próximo de atingir essa espécie de Nirvana. Contudo, e como nós sabemos, não era perfeita e os seus erros levaram à sua destruição. Esta destruição pode ser lida como a dialética de que fala Hegel, sublinhando que a guerra é uma necessidade para a evolução. Acredito, então, que a raça humana precisou de regredir, auto-destruindo-se, para remendar e corrigir problemas e imperfeições (tais como os direitos das mulheres, a libertação dos escravos, a igualdade e vários outros factores que temos vindo a adquirir ao longo da história).
No fim de tudo isto, acredito que com as revoluções francesa e industrial se deram dois grandes passos para essa evolução tão ardentemente desejada (pelo menos por mim). Acredito, ainda, com alguma amargura, que o decorrer de ambas foram guiadas pelas pessoas erradas, muitas vezes da forma mais errada possível (basta ver a vitória de Estaline sobre Trotsky, certas facetas do Maoísmo e dos Fascismos, bem como a sucessão de erros cometidos pelos Norte-Americanos, os problemas morais que hoje nos assolam, a falta de respeito pelo nosso semelhante, a violência irracional de quem a pratica porque a sua vida não tem qualquer outro significado, o capitalismo, o materialismo, a adoração das novas tenologias, etc). Acredito, também, que, como aqueles que me conhecem bem sabem, a resposta (ou a consequência) para este problema passará por certos ensinamentos socialistas e, mais tarde, quando a humanidade estiver preparada, comunistas (nos quais também não vou entrar em pormenor).
Mas isto sou eu. E que sei eu de tudo isto? Nada. São apenas os devaneios de um estudante de Arquitectura.
Seguindo dois historiadores ingleses, Stephen Ambrose e John Keegan, vemos que o primeiro diz que a Alemanha perdeu a guerra devido a um metereologista, J.M. Stagg, que previu que o céu iria descobrir na tarde do Dia D. Com essa precisão, correcta, os Aliados desembarcaram um dia antes do previsto. Ambrose diz que se assim não fosse, aquando do desembarque, um dia depois, as tropas estariam enjoadas e não haveria visibilidade suficiente para a largada dos para-quedistas, sendo que a libertação da costa francesa teria sido um fracasso. Já Keegan diz que a derrota de Hitler se deu em 1941, ao declarar guerra à Rússia, sendo, mais tarde, derrotado pelo Inverno.
E isto leva-me a algo em que tenho pensado muito nos últimos meses: qual é o destino da humanidade? Uns dirão que sou louco em pensar nisto, outros que é um desperdício de tempo, outros mesmo que a humanidade não tem destino e que apenas vivemos para sermos felizes ou outras desculpas tais. Eu acredito que a humanidade tem um objectivo, e que esse objectivo é chegar a algo que se assemelhe ao Nirvana (não vou entrar em grande pormenor neste aspecto, até porque é algo que ainda não sei explicar bem). Este objectivo é, então, a estadia final de toda a raça humana e que, a meu ver, coincidirá com o seu fim (uma vez que o objectivo final é atingido, a sua existência não faz mais sentido, chegando, assim, ao seu fim).
Isto liga-se à introdução sobre a derrota das tropas do Eixo na medida em que, pelo que nos dizem alguns historiadores, foi por mero acaso que as coisas se sucederam da forma que hoje conhecemos. Quem me conhece, sabe que não acredito em Deus, pelo menos não da forma como é descrito em grande parte das religiões. No entanto, quem me conhece bem, sabe também que eu acredito que existe algo no Universo que está para além daquilo que vemos. Algo metafísico, que nos rege, ou guia, e que se apresenta em coisas como o amor, a beleza, a sabedoria e em todas as coisas pelas quais vale a pena viver (e lá se vão as hipóteses de escrever algo frio, solto e sem lamechices). Eu acredito que existe algo que liga todos os seres humanos ao mundo e a tudo o que o rodeia, bem como todos os seres humanos, animais e inanimados entre si, e que é essa Coisa que determina, por assim dizer, o objectivo último da nossa civilização.
Voltando ao tal objectivo, acredito, como muitos, que a história é, não apenas uma linha ou uma espiral, mas uma mistura de ambas. Diria uma linha que, andando sempre da esquerda para a direita (a história é contínua e não reversível, como numa espiral), tem alguns altos e baixos, mas onde os altos são cada vez mais altos e os baixos, bom, esses cada vez mais incertos. Porque, apesar de acreditar que este objectivo existe, também acredito que ele possa não vir a ser alcançado, significando que a humanidade se auto-destruiría num dos seus baixos, entretanto. E este fim advém, quanto a mim, de certas liberdades que o ser humano, por vezes, toma, acreditando que é dono e senhor de tudo o que o rodeia, como uma pequena criança ingénua que não mede as consequências dos seus actos e brincadeiras. Porque eu acho que, hoje em dia, estamos mais baixo que desde há muito tempo, e ninguém ou quase ninguém consegue ver (ou não quer ver) o rumo absolutamente petrificante que tudo isto leva.
Acredito (na minha enorme ignorância histórica) que a sociedade Grega foi a que, até hoje, esteve mais próximo de atingir essa espécie de Nirvana. Contudo, e como nós sabemos, não era perfeita e os seus erros levaram à sua destruição. Esta destruição pode ser lida como a dialética de que fala Hegel, sublinhando que a guerra é uma necessidade para a evolução. Acredito, então, que a raça humana precisou de regredir, auto-destruindo-se, para remendar e corrigir problemas e imperfeições (tais como os direitos das mulheres, a libertação dos escravos, a igualdade e vários outros factores que temos vindo a adquirir ao longo da história).
No fim de tudo isto, acredito que com as revoluções francesa e industrial se deram dois grandes passos para essa evolução tão ardentemente desejada (pelo menos por mim). Acredito, ainda, com alguma amargura, que o decorrer de ambas foram guiadas pelas pessoas erradas, muitas vezes da forma mais errada possível (basta ver a vitória de Estaline sobre Trotsky, certas facetas do Maoísmo e dos Fascismos, bem como a sucessão de erros cometidos pelos Norte-Americanos, os problemas morais que hoje nos assolam, a falta de respeito pelo nosso semelhante, a violência irracional de quem a pratica porque a sua vida não tem qualquer outro significado, o capitalismo, o materialismo, a adoração das novas tenologias, etc). Acredito, também, que, como aqueles que me conhecem bem sabem, a resposta (ou a consequência) para este problema passará por certos ensinamentos socialistas e, mais tarde, quando a humanidade estiver preparada, comunistas (nos quais também não vou entrar em pormenor).
Mas isto sou eu. E que sei eu de tudo isto? Nada. São apenas os devaneios de um estudante de Arquitectura.
Voltar. Maior. Melhor.
Anda tudo à rasca com a saída do país. O programa Erasmus. Ninguém sabe para onde vai, para onde quer ir, e muitas vezes até as razões são estranhas ou difusas. Uns querem sair porque é o que se faz, outros porque querem ser diferentes. Uns que querem sair para se divertirem, outros querem estudar. Uns querem fugir dos pais, os outros só querem estar com os amigos. Uns saem pela oportunidade, os outros saem pela aventura. Uns porque a Nação não presta, outros porque é boa demais. E ainda há os que ficam. Todos têm um motivo, mas ninguém partilha o meu. Eu quero sair porque preciso de estar sozinho. Ainda que não me importasse de ir com uma cara conhecida, a verdade é que isso não deverá acontecer. Ainda não sei qual é o meu destino, ainda não sei sequer se vou. A verdade é que preciso de sair. De procurar qualquer coisa que me tire deste torpor, seja frio, quente ou assim-assim. Preciso da diferença, apesar de saber que nunca renunciarei as minhas raízes. Voltarei sempre para o meu berço, talvez diferente de quando o deixei. Espero que diferente. Melhor. Maior. Ou apenas mais lúcido.
E no meio disto tudo, lembro-me do Porto. Ah meu lindo Porto, fruto e mãe de todas as minhas paixões mais arrebatadoras. Porque tudo o que se passa comigo está de alguma maneira relacionado com essa cidade que sempre me encantou. E começo a pensar porquê. Bom, primeiro, pelas pessoas, as magníficas e resplandecentes pessoas, sempre com um sorriso na cara e uma palavra ou passo de ajuda. Ainda há pouco tempo me diz um amigo que também partilha esta velha paixão: "Subitamente, o som de um telefone. Com voz de trovão, o alfarrabista, e isto merece um parágrafo, isto merece um itálico, isto merece todo o destaque: Pró caralho com a modernidade, é telefones, telemóveis, campainhas, internet, já não posso com isto, puta da modernidade que nos tira o sossego, estavas, linda Inês, posta em sossego... Nos saudosos campos do Mondego... E depois da conversa ao telemóvel, É o engenheiro, quer que lhe avalie a biblioteca, isto anda tudo teso, ó caralho... Gosto do Porto."
E partilhamos um sorriso cúmplice. Pois sempre queremos voltar àquele sítio que tão boas recordações nos causa. E cada vez mais. Então é isso que procuro, apenas mais um Porto, mas fora, que me permita entrar de novo e com maior vida que nunca. Em busca de novas paixões e novas harmonias, proporções e belezas. Em segundo lugar, a côr, ou melhor, a luz. Dizem que Lisboa é a cidade branca. Para mim, o Porto é a cidade de todas as cores, de todas as vidas e de todos os corações.
Mas, mais que tudo isto, que a vida, as pessoas, a cor, as conversas, os sorrisos e as paixões, mais que tudo isso que torna o Porto numa cidade incrível e pitoresca, o que mais me atrai na dona do meu coração é a vontade de andar a pé. Sobe-se, desce-se, vai-se de Norte a Sul, de Este a Oeste a pé. Da primeira vez que lá fiquei mais tempo, queixei-me dos transportes públicos. Só depois comecei a reparar, com o tempo, que ainda bem que assim era. Ao moldar-me àquela vida percebi que o problema não era haver transportes a menos no Porto, mas a mais em Lisboa.
Desde pequeno que a minha visão de Lisboa era desconexa. Para mim, as Amoreiras, o Rato, o Príncipe Real, a Baixa e o Cais do Sodré não tinham qualquer tipo de ligação. Era tudo extremamente longe e quando ia a um dos sítios não ia ao outro. No Porto não. Primeiro, tudo parece estar mais junto (obviamente que o rio contribui para isso, uma vez que quem está no cais de Gaia praticamente se sente no Porto). Mas não é só isso, aliás, mais que isso, a vontade que se tem de percorrer aquelas ruas é de uma força indomável, a não ser pelo relógio ou pelo cansaço. Pois que quem vai ao Cais atravessa até à Ribeira, e quem está ali vai à Estação de S. Bento, à Sé e aos Aliados, até aos Clérigos. E daí até a rotunda da Boavista com a sua Casa da Música, e daí, Serralves e tudo o resto que eu não sei nomear, tudo parece alcançável a pé.
Até os mais velhos, ao perguntarmos como vamos para determinado sítio nos dizem "se seguir por aí a pé faz-se bem" (isto quando não nos acompanham, como já me aconteceu). Mesmo que acabemos por andar 30 minutos a subir eles dizem-nos que se faz bem. E faz-se. Mais que bem. Faz-se com um sorriso na cara, com asas nos pés e com os sentidos bem apurados. Pois que são estas as razões para que a cidade do Porto seja dona e senhora do meu coração.
E no meio disto tudo, lembro-me do Porto. Ah meu lindo Porto, fruto e mãe de todas as minhas paixões mais arrebatadoras. Porque tudo o que se passa comigo está de alguma maneira relacionado com essa cidade que sempre me encantou. E começo a pensar porquê. Bom, primeiro, pelas pessoas, as magníficas e resplandecentes pessoas, sempre com um sorriso na cara e uma palavra ou passo de ajuda. Ainda há pouco tempo me diz um amigo que também partilha esta velha paixão: "Subitamente, o som de um telefone. Com voz de trovão, o alfarrabista, e isto merece um parágrafo, isto merece um itálico, isto merece todo o destaque: Pró caralho com a modernidade, é telefones, telemóveis, campainhas, internet, já não posso com isto, puta da modernidade que nos tira o sossego, estavas, linda Inês, posta em sossego... Nos saudosos campos do Mondego... E depois da conversa ao telemóvel, É o engenheiro, quer que lhe avalie a biblioteca, isto anda tudo teso, ó caralho... Gosto do Porto."
E partilhamos um sorriso cúmplice. Pois sempre queremos voltar àquele sítio que tão boas recordações nos causa. E cada vez mais. Então é isso que procuro, apenas mais um Porto, mas fora, que me permita entrar de novo e com maior vida que nunca. Em busca de novas paixões e novas harmonias, proporções e belezas. Em segundo lugar, a côr, ou melhor, a luz. Dizem que Lisboa é a cidade branca. Para mim, o Porto é a cidade de todas as cores, de todas as vidas e de todos os corações.
Mas, mais que tudo isto, que a vida, as pessoas, a cor, as conversas, os sorrisos e as paixões, mais que tudo isso que torna o Porto numa cidade incrível e pitoresca, o que mais me atrai na dona do meu coração é a vontade de andar a pé. Sobe-se, desce-se, vai-se de Norte a Sul, de Este a Oeste a pé. Da primeira vez que lá fiquei mais tempo, queixei-me dos transportes públicos. Só depois comecei a reparar, com o tempo, que ainda bem que assim era. Ao moldar-me àquela vida percebi que o problema não era haver transportes a menos no Porto, mas a mais em Lisboa.
Desde pequeno que a minha visão de Lisboa era desconexa. Para mim, as Amoreiras, o Rato, o Príncipe Real, a Baixa e o Cais do Sodré não tinham qualquer tipo de ligação. Era tudo extremamente longe e quando ia a um dos sítios não ia ao outro. No Porto não. Primeiro, tudo parece estar mais junto (obviamente que o rio contribui para isso, uma vez que quem está no cais de Gaia praticamente se sente no Porto). Mas não é só isso, aliás, mais que isso, a vontade que se tem de percorrer aquelas ruas é de uma força indomável, a não ser pelo relógio ou pelo cansaço. Pois que quem vai ao Cais atravessa até à Ribeira, e quem está ali vai à Estação de S. Bento, à Sé e aos Aliados, até aos Clérigos. E daí até a rotunda da Boavista com a sua Casa da Música, e daí, Serralves e tudo o resto que eu não sei nomear, tudo parece alcançável a pé.
Até os mais velhos, ao perguntarmos como vamos para determinado sítio nos dizem "se seguir por aí a pé faz-se bem" (isto quando não nos acompanham, como já me aconteceu). Mesmo que acabemos por andar 30 minutos a subir eles dizem-nos que se faz bem. E faz-se. Mais que bem. Faz-se com um sorriso na cara, com asas nos pés e com os sentidos bem apurados. Pois que são estas as razões para que a cidade do Porto seja dona e senhora do meu coração.
What am I Darlin'?
"Cheers Darlin'" - Damien Rice
Cheers darlin'
Here's to you and your lover boy
Cheers darlin'
I got years to wait around for you
Cheers darlin'
I've got your wedding bells in my ear
Cheers darlin'
You give me three cigarettes
To smoke my tears away
And I die when you mention his name
And I lied, I should have kissed you
When we were running in the rains
What am I, darlin'?
A whisper in your ear?
A piece of your cake?
What am I, darlin?
The boy you can fear?
Or your biggest mistake?
Cheers darlin'
Here's to you and your lover man
Cheers darlin'
I just hang around and eat from a can
Cheers darlin'
I got a ribbon of green on my guitar
Cheers darlin'
I got a beauty queen
To sit not very far from here
I die when he comes around
To take you home
I'm too shy, I should have kissed you
When we were alone
What am I, darlin'?
A whisper in your ear?
A piece of your cake?
What am I, darlin?
The boy you can fear?
Or your biggest mistake?
What am I?
What am I, darlin'?
I got years to wait around for you
Cheers darlin'
Here's to you and your lover boy
Cheers darlin'
I got years to wait around for you
Cheers darlin'
I've got your wedding bells in my ear
Cheers darlin'
You give me three cigarettes
To smoke my tears away
And I die when you mention his name
And I lied, I should have kissed you
When we were running in the rains
What am I, darlin'?
A whisper in your ear?
A piece of your cake?
What am I, darlin?
The boy you can fear?
Or your biggest mistake?
Cheers darlin'
Here's to you and your lover man
Cheers darlin'
I just hang around and eat from a can
Cheers darlin'
I got a ribbon of green on my guitar
Cheers darlin'
I got a beauty queen
To sit not very far from here
I die when he comes around
To take you home
I'm too shy, I should have kissed you
When we were alone
What am I, darlin'?
A whisper in your ear?
A piece of your cake?
What am I, darlin?
The boy you can fear?
Or your biggest mistake?
What am I?
What am I, darlin'?
I got years to wait around for you
11 de março de 2008
Another night in Nantes
O sorriso que eu quero ver, que eu esperava ver, hoje, na tua cara, não apareceu. Algo que para mim seria tão certo como o nascer do Sol, não se cumpriu, e, como tal, o dia não se revelou e a noite manteve-se cerrada. E, para mim, o teu sorriso, o teu verdadeiro sorriso (e não o que fazes para que pensem ou para que penses que estás bem), esse sorriso capaz de desarmar até o mais apto, não aparece há demasiado tempo. Porque um dia é demasiado tempo. Ora! Uma hora é demasiado tempo!
Well it's been a long time, long time now
Since I've seen you smile.
E, para que eu o volte a ver como eu o quero no mais profundo do meu egoísmo, terei de enfrentar os medos, os nervos, a idiotice e pequenez. Porque o que somos é definido pelo que fazemos, por actos concretos e mensuráveis, e não por aquilo que ficou por fazer. Porque quem não luta (nem que seja só mediante palavras) não vence, porque quem não luta não cresce.
And I'll gamble away my fright.
And I'll gamble away my time.
Apesar disso eu sei que, mais tarde ou mais cedo a verdade sairá à rua (se é que não saiu já, e nua), e tudo será mais claro. Pelo menos para ti. Ou então só para mim...
And in a year, a year or so
This will slip into the sea.
Well, it's been a long time, long time now
Since I've seen you smile.
Portanto, vozes da inquietação que me afogam e me levam ao desespero, façam silêncio, porque tempo é o que não falta e o meu desejo é poder aproveitar enquanto o que tenho dura. Só mais 5 minutos. Só mais uma noite.
Well it's been a long time, long time now
Since I've seen you smile.
E, para que eu o volte a ver como eu o quero no mais profundo do meu egoísmo, terei de enfrentar os medos, os nervos, a idiotice e pequenez. Porque o que somos é definido pelo que fazemos, por actos concretos e mensuráveis, e não por aquilo que ficou por fazer. Porque quem não luta (nem que seja só mediante palavras) não vence, porque quem não luta não cresce.
And I'll gamble away my fright.
And I'll gamble away my time.
Apesar disso eu sei que, mais tarde ou mais cedo a verdade sairá à rua (se é que não saiu já, e nua), e tudo será mais claro. Pelo menos para ti. Ou então só para mim...
And in a year, a year or so
This will slip into the sea.
Well, it's been a long time, long time now
Since I've seen you smile.
Portanto, vozes da inquietação que me afogam e me levam ao desespero, façam silêncio, porque tempo é o que não falta e o meu desejo é poder aproveitar enquanto o que tenho dura. Só mais 5 minutos. Só mais uma noite.
Nobody raise their voices,
Just another night in Nantes.
Nobody raise their voices,
Just another night in Nantes.
"Ceylon" - Madita
I´d like to stay
But I´m feeling very sorry for you
Life is too strange
I will not reply
Your easy flowing letter
Never ask why
You didn´t catch the matter
I tint your old tie
And put in your cupboard for some time
I brew you some caj
I should not forget to drink mine
I darn your old tights
In case of some lonely cold nights
Don´t show any tries
Just wanted to make myself satisfied
Maybe one day
We will talk about the weather
All rainy days passed by
Growing again
The touch of your hands above my
Heart and the kissing is tearing us apart
I tint your old tie
And put in your cupboard for sometime
I brew you some caj
I should not forget to drink mine
I darn your old tights
In case of some lonely cold nights
Don´t show any tries
Just wanted to make myself satisfied
But I´m feeling very sorry for you
Life is too strange
I will not reply
Your easy flowing letter
Never ask why
You didn´t catch the matter
I tint your old tie
And put in your cupboard for some time
I brew you some caj
I should not forget to drink mine
I darn your old tights
In case of some lonely cold nights
Don´t show any tries
Just wanted to make myself satisfied
Maybe one day
We will talk about the weather
All rainy days passed by
Growing again
The touch of your hands above my
Heart and the kissing is tearing us apart
I tint your old tie
And put in your cupboard for sometime
I brew you some caj
I should not forget to drink mine
I darn your old tights
In case of some lonely cold nights
Don´t show any tries
Just wanted to make myself satisfied
9 de março de 2008
Oh the Frustration!
Percorro caminhos de criança. Mudados. Agora as enormes estradas cruzam-nos sem pudor. Os enormes moinhos giram, independentes da passagem do tempo. Apenas o vento lhes interessa, apenas o vento lhes dá vida. Quando o vento não passa eles mantêm-se imóveis, sublimes gigantes no topo da colina. E quando vem o vento, ou a mais pequena e fria brisa, eles começam o seu movimento, as suas colossais pais agitam-se e rodam ameaçadoras, espantando as pequenas aves que os rodeiam. E eu sopro e sopro, porque quero ver mais daquele espectáculo. E eu sopro e sopro porque, hoje em dia, apenas eu quero soprar, ou tenho a coragem e a força para o fazer. Apenas eu conheço a beleza que emana daqueles gigantes. Mas e o que fazer depois? Enquanto eu soprar os prodigiosos moinhos poderei observá-los, mas de longe. Eles não me deixarão aproximar, continuarão a rodar as suas minazes pás. E se eu quiser vê-los de perto, terei de deixar de soprar e os gigantes tornar-se-ão inanimados, apenas uma carapaça que lembra a sua grandiosidade de outrora. A solução seria soprar com a força necessária a que o seu movimento não passasse de uma gentil carícia reservada. Ah, mas sei lá eu soprar! Pois que eu sei apenas fazer a mais ou fazer a menos e nunca no meio!
And you do lose / What you don't hold
4 de março de 2008
À falta de palavras minhas, ou das palavras que não querem sair
"O que há em mim é sobretudo cansaço -
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, êle mesmo,
Cansaço.
A sutileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas -
Essas e o que falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum dêles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço..."
Álvaro de Campos
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, êle mesmo,
Cansaço.
A sutileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas -
Essas e o que falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum dêles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço..."
Álvaro de Campos
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