9 de março de 2008

Oh the Frustration!

Percorro caminhos de criança. Mudados. Agora as enormes estradas cruzam-nos sem pudor. Os enormes moinhos giram, independentes da passagem do tempo. Apenas o vento lhes interessa, apenas o vento lhes dá vida. Quando o vento não passa eles mantêm-se imóveis, sublimes gigantes no topo da colina. E quando vem o vento, ou a mais pequena e fria brisa, eles começam o seu movimento, as suas colossais pais agitam-se e rodam ameaçadoras, espantando as pequenas aves que os rodeiam. E eu sopro e sopro, porque quero ver mais daquele espectáculo. E eu sopro e sopro porque, hoje em dia, apenas eu quero soprar, ou tenho a coragem e a força para o fazer. Apenas eu conheço a beleza que emana daqueles gigantes. Mas e o que fazer depois? Enquanto eu soprar os prodigiosos moinhos poderei observá-los, mas de longe. Eles não me deixarão aproximar, continuarão a rodar as suas minazes pás. E se eu quiser vê-los de perto, terei de deixar de soprar e os gigantes tornar-se-ão inanimados, apenas uma carapaça que lembra a sua grandiosidade de outrora. A solução seria soprar com a força necessária a que o seu movimento não passasse de uma gentil carícia reservada. Ah, mas sei lá eu soprar! Pois que eu sei apenas fazer a mais ou fazer a menos e nunca no meio!

And you do lose / What you don't hold

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