18 de novembro de 2007
Ontem, o cansaço e o frio já me pesavam e, no entanto, ali continuava eu à procura, sempre à procura, de uma maneira de chegar um pouco mais próximo de ti. Para que, pela primeira vez, eu possa sentir o que há muito existe nos meus sonhos. Para que eu encontre as tréguas do cansaço que se estabeleceu em mim. Porque é isso que acontece, ainda que fugazmente, quando te vejo. É por isso que o meu olhar te busca incessantemente quando sinto que podes estar perto. É por isso que a minha mente procura refúgio nas tuas memórias quando não estás. E, então, eu busco, sempre busco, por uma forma de me chegar a ti, de poder, finalmente, sentir o calor por detrás de um corpo frio, um calor que raramente se mostra, ainda que, quando o faz, é esmagador. Mas, enquanto os dias se tornam mais frios e mais escuros, mais, sempre mais, cada vez mais distante te encontras. Mais, sempre mais, cada vez mais fracos se tornam os teus contornos. E quando eu começar a sentir a dor do gelo do Inverno, então, já cá não estarás.
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