Dia 27 de Setembro de 2008 - 23:58
É verdade aquilo que Lhe disse. Sobre, aqui, não ser a mesma pessoa.
É verdade aquilo que Lhe disse. Sobre, aqui, não ser a mesma pessoa.
Ainda assim, talvez não seja inteiramente verdade. Os meus sentimentos são os mesmos, ou pelo menos aqueles que julgava vir a sentir. E quando me olho ao espelho ainda distingo, pelo menos, os mesmos olhos dos últimos 3 anos. No entanto, não me comporto da mesma maneira, nem com a mesma arte. Não consigo falar com pessoas. Não consigo tão-pouco falar. Não consigo sequer estar com elas. Não consigo sair desta Torre que construí em Londres. Até a minha sensibilidade se alterou. Se Vocês agora aqui estivessem não me iriam reconhecer. Mas, se Vocês aqui estivessem, o meu interior tornear-se-ia, revoltando o exterior e tudo o que o rodeia, e eu voltaria a ser o que, para Vocês, sempre fui. Porque basta-me a ideia de Vocês, e às vezes apenas a ideia Dela, para que, no meu cerne, eu me retorne a mim. Mas não o sou, para já. Não o serei até, finalmente, me encontrar devolvido ao sítio onde pertenço. Este não é o meu lugar. Eu já sabia que não era. Mas tinha de ver pelos meus olhos. Senti-lo nas minhas mãos. E agora que o vi, a Casa ganha todo um outro sentido, e eu ganho todo um outro sentimento de pertença. Porque eu sei o meu lugar. Ou, pelo menos, sei onde sou mais eu. E, até um certo grau, consigo conjecturar onde isso pode acontecer, e onde e como deverá acontecer. Foi isso que ganhei, até agora. E já é meio caminho andado.
E nao é isso, afinal, o mais importante? Saber onde pertencemos e com quem?
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