Com um livro do Cohen (para Ela) de um lado, uma infinidade nublada do outro, e muitos pés acima da Terra, a caminho sabe-se lá do quê, só quero voltar atrás. Não se trata de voltar para trás. Não me aborrece o caminho que levo, e pelo qual me deixo levar. O que me aflige é que Ela não se encontre nele, ou pelo menos não num futuro divisível. Ando impaciente, agitado, estremeço por tudo ou por nada, longe da calma que Ela me dedica num beijo, num ajusto, num sinal, num sorriso. Daqui de cima, entrego-me à tarefa de fantasiar por onde estará. Não o que faz, não o que diz, não o que sonha. Só quero saber que está além, presente, ainda comigo, sempre comigo, à distância de uma carta, um voo e um toque.
Os dados estão lançados. As tecedeiras fiam arduamente os enlaces e desenlaces do que por aqui vai correr. Só podemos ansiar que se encontrem de bom espírito.
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