Dia 11 de Setembro de 2008
Ando de um lado para o outro no aeroporto de Riga. Uns partem, uns regressam. Eu... nem uma coisa nem outra. Viajo entre dois pontos no mapa e nenhum deles me é nada.
No meio de tudo isto, apenas tenho uma coisa na cabeça. Um desejo: que este voo não me leve para Estocolmo, mas de volta a Casa, de volta a Portugal, e para os braços Dela. Não quero mais. Não aguento mais. Não me vejo a andar para a frente senão voltando para trás. Não tenho nada a aprender aqui senão a reprimir sentimentos. E isso é algo que eu não quero aprender. Mas, se aqui estou, se é este o meu caminho, é o que tenho de fazer. Por mim. Por Ela.
Não quero. Não aguento.
Aquilo porque realmente anseio é chegar à Sua beira, tirar a roupa encharcada e aquecer-me contra a sua pele. Sosseguem Vozes da Inquietação. Ainda falta, mas é tudo uma questão de tempo. E vontade.
15 de setembro de 2008
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