27 de fevereiro de 2008

Confined

De um espaço para o outro. Do vazio para o confinado. Do aberto para o sobrelotado. Por todos os lugares tudo muda. Nada é o que parece ser do outro lado. Lugares dentro de lugares dentro de lugares. E esse último lugar é o lugar onde encontro o que procuro. Porque, afinal de contas, é nesse confinamento que encontramos a paz para percebermos o que queremos. É, ironicamente, num espaço fechado que nos soltamos, a nossa mente liberta-se e apercebemo-nos do que nos rodeia. Eu, pelo menos, apercebi. O toque! Que não chegou a tocar. Ou pelo menos, não na realidade. Mas, para mim, sim, tocámos. E se para ti também tocámos, então isso não torna o facto em realidade? Mas sei lá eu se, para ti, tocámos. É, então, isso que eu procuro nos lugares por onde passo. Saber o que queres. Estranho, só sabendo o que queres é que eu sei o que quero. No fundo, até tem uma certa lógica, só conhecendo os dois versos da mesma moeda é que podemos dizer que a conhecemos. O mesmo se passa com os lugares. O mesmo se passa comigo e contigo. É, então, nesse último lugar que eu alcançarei o teu interior, e eu serei tu, tu serás eu, e tudo isso deixará de ter a menor importância. Ou não. Ou então terá toda a importância do mundo naquele momento. Porque, conhecendo os dois lados do lugar, perceberemos a sua identidade. Porque, transmitindo-te o meu sentimento e tu transmitindo-me o teu, perceberemos então, de facto, o que é isto. Aquilo. Tudo. Ou nada! Sim, nada. Se tudo fizer sentido ali, naquele lugar, naquele momento, se de facto for um ponto de união de todo o tempo e espaço, para nós, então que sentido fará tudo o que dele não fizer parte? Logo, perceberemos nada. Mas, que estupidez, eu estou a falar de mim. A falar sozinho. A falar para quem me ouça, mas de mim, não de ti, não de nós. Porque, de facto, eu não conheço ambos os teus lados, e tudo isto não passa de uma deambulação premonitória, um sonho, um pensamento, um desejo para o futuro. O que eu sei é que, no lugar dentro do lugar dentro do lugar, em constante e ininterrupto movimento, o tempo não importou, e o lugar dentro do lugar dentro do lugar deixou de o ser, e nós tocámos. Para mim tocámos. That is my side of the story, and I'm sticking to it!

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