Que pesada é a solidão ao frio, que só se levanta quando, imaginando, vejo a suave tristeza do Seu olhar. E tudo puxa por mim. Tudo me fala, tudo me chama e me pedincha para agir. Cada e qualquer um olha para mim, mas não me vê. Eles sabem que aqui estou, tão marcados pela minha indiferença se sentem. Mas poucos são os que me contemplam os olhos e lêem o que abrigo em mim. Porque aqui todos se sentem leves, galhofeiros, despreocupados. Ou não, mas pelo menos querem-no. Mais, desejam-no. Eu vejo-os, simples almas que me rodeiam, flutuando alegremente pelo espaço que é deles. Mas não eu. Eu vou pisando e repisando os canais complicados daquilo que sou, daquilo que, no fundo, sempre quis ser. E, afinal, seguido pela luz de cima.
E, cá dentro, amanhece um céu turquesa, deixando de vez as estrelas lá fora. Promessa de um novo fôlego. E isso devo-o a Ela.
8 de outubro de 2008
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